Do Security Operations Center ao Security Production Center

O cenário de ameaças cibernéticas está cada vez mais sofisticado e perigoso, demanda soluções proativas. O ecossistema de segurança agora abrange nuvem, redes, inúmeros dispositivos e garantir a segurança da informação é uma tarefa complexa.

O conceito de Security Operation Center (SOC), onde a equipe de segurança age quando recebe um chamado ou quando o software emite um alerta e determina bloqueios que não fazem parte de um tipo pré-determinado, já não é suficiente para garantir a integridade e proteção de dados. É hora de deixar de agir de forma proativa pré-determinada e começar a pensar a segurança de forma preditiva.

É nesta necessidade que o Security Production Center, uma evolução do SOC tradicional, se faz necessário. Com uma abordagem altamente integrada, orquestrada e automatizada, que analisa e reage automaticamente a todos os aspectos contextuais, situacionais, do tráfego de redes e acessos, proveniente dos mais diversos dispositivos (desktops, laptops, smartphones, aplicações de terceiros) as regras de negócios, automaticamente reagindo ao que é considerado anormal, alertando quando qualquer comportamento suspeito é detectado nas redes ou nos dispositivos. Um passo muito além na segurança em sistemas de informação contemporânea.

Security Production Center utiliza-se da inteligência tecnológica e de ameaças para identificar qualquer anormalidade e diferenciar, por exemplo, um falso positivo de um ataque real, uma tentativa de um dispositivo corporativo se conectar a servidores em locais onde a organização não faz negócios, exemplos esses muito simples e tradicionais, mas que visa criar mecanismos e alertas preditivos de quando uma ameaça realmente irá se concretizar.

A ideia central é de que pessoas e dispositivos possam trabalhar de forma conjunta, em tempo real, de modo a antecipar e prevenir ataques cibernéticos, limitar o alcance desses ataques e restaurar os sistemas com mais rapidez. Seria algo como a resposta do nosso corpo a um corte profundo no dedo, por exemplo. Até chegar a intervenção humana, um médico, o organismo reage. Ao primeiro sinal de sangramento, nosso sistema imunológico entra em ação, com as plaquetas correndo para ajudar a parar o sangramento. Ao mesmo tempo, é emitido um alerta para que as células no dedo comecem a se regenerar e outro para evitar que uma inflamação se instale. Tudo funciona de forma integrada, orquestrada e automatizada, assim como devem funcionar os nossos sistemas de segurança cibernética, dentro de um contexto – o corte/uma ameaça – resolvendo o problema com rapidez e eficiência.

Uma das vantagens de contar com um sistema de segurança automatizado é fazer com que o CIO ou CTO e sua equipe tenham mais tempo para assumir um papel mais estratégico nos negócios, eliminando ameaças já conhecidas monitoradas, focando seus esforços em questões inovadoras, estratégicas e de retorno financeiro, que resultem em melhorias nos processos e vantagem competitiva.

Security Production Center é mais do que um desafio: é uma necessidade real.

É como uma orquestra em sua grande apresentação.

Ótima reflexão a todos !

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